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Dia Internacional da Mulher celebra legados femininos na Engenharia
Domingo, 08/03/2026
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Com trajetórias distintas, duas histórias entre mães e filhas mostram que o legado feminino vai muito além da herança genética ou profissional. Passa pela transmissão de valores e o compromisso com elas mesmas e com a sociedade em prol da ciência e da Engenharia. Entre canteiros de obras, inspetorias e escolhas acadêmicas, elas reafirmam que ocupar espaços é um ato de afirmação e transformação no Dia Internacional da Mulher.
Mais do que laços de sangue, o que une a agente administrativa Vanessa Cristina Borba Pedrosa e sua filha Wendyhanna Borba Pedrosa é uma cultura que foi se tecendo pela curiosidade, estudo e busca por ambientes de protagonismo. “A Engenharia sempre fez parte das nossas conversas e da nossa rotina. Mais do que uma profissão, tornou-se o elo que fortaleceu nossa família. Construímos juntas uma trajetória baseada em aprendizado e propósito, e tive ainda o meu marido, que é projetista de grandes obras, como estímulo”, explica.
Em 2001, Vanessa ingressou no Crea-SP como agente administrativa e permanece até hoje na área em Vargem Grande Paulista. “Sempre fui muito curiosa e nunca deixei passar uma oportunidade de aprender e crescer, tanto que me formei em Design de Interiores”, argumenta.
Em 2001, Vanessa ingressou no Crea-SP como agente administrativa e permanece até hoje na área em Vargem Grande Paulista. “Sempre fui muito curiosa e nunca deixei passar uma oportunidade de aprender e crescer, tanto que me formei em Design de Interiores”, argumenta.
Sua filha, Wendyhanna cursa Engenharia Civil na Estácio e concilia a graduação com a atuação como assistente na construção de uma unidade prisional em Macapá (AP), uma experiência que considera um divisor de águas em sua formação por ser a única mulher no canteiro de obras. “Isso fez com que eu precise estar ainda mais preparada. Competência técnica e postura constroem o respeito, porém não quero ‘ser a única’ e sim ‘ser uma entre muitas’, abrindo caminhos para outras mulheres aqui e na profissão”, projeta.
Já em Penápolis, Claudia de Araujo Ribeiro Rodrigues construiu uma história que atravessou gerações. Assistente Administrativa da Unidade Operacional de Inspetoria (UOP) local há 35 anos, ela ingressou no Crea-SP após deixar o Magistério e decidir recomeçar. “O Conselho virou um amor incondicional”, afirma, com orgulho. “Ajudar profissionais, atender ao público e saber que posso contribuir para uma sociedade mais segura e melhor me realiza todos os dias”, completou. Ao longo da carreira, ela enfrentou resistência e precisou reafirmar sua competência em espaços chefiados por homens, experiência que transformou em estímulo para apoiar outras mulheres. Convertendo os desafios em propósitos.
Foi nesse ambiente que sua filha, Bianca de Ribeiro Rodrigues, encontrou também um caminho possível. Engenheira química e atuando em uma empresa de couros automotivos, ela descobriu na atividade como inspetora do Conselho em Penápolis uma dimensão complementar à indústria. “Penso que minha atuação vai além da fiscalização: envolve interpretar normas, orientar profissionais e assegurar que as atividades estejam dentro da legalidade. Não estou aqui apenas para preencher um lugar, mas por uma responsabilidade técnica e social”, complementa.
Mãe e filha reconhecem que suas escolhas dialogam com um mesmo compromisso: transformar o conhecimento em algo palpável. “Nossa essência comum é acreditar que podemos mudar realidades pelo estudo e pela ética”, resumiu Claudia. Em um cenário (o da Engenharia) que ainda carece de maior representatividade feminina, essas mulheres têm em sua trajetória no Crea-SP um referencial, um espaço que amplia vozes femininas como prática cotidiana de liderança e na construção de futuros possíveis para todas as mulheres.
Mãe e filha reconhecem que suas escolhas dialogam com um mesmo compromisso: transformar o conhecimento em algo palpável. “Nossa essência comum é acreditar que podemos mudar realidades pelo estudo e pela ética”, resumiu Claudia. Em um cenário (o da Engenharia) que ainda carece de maior representatividade feminina, essas mulheres têm em sua trajetória no Crea-SP um referencial, um espaço que amplia vozes femininas como prática cotidiana de liderança e na construção de futuros possíveis para todas as mulheres.
Produzido pela CDI Comunicação